quarta-feira, 22 de maio de 2013

Das indefinições

Após uma pausa forçada de quase três semanas no projeto que aceitei no início do ano, hoje vim com toda a força para recomeçar e dar continuidade com o objetivo de levar o barco a bom porto.

Ainda não estava cá há uma hora, recebo a notícia que existe a possibilidade de termos de fazer mais uma paragem. Mas esta paragem poderá ser bem mais longa (recomeçar lá para setembro), o que pode levar a que não seja eu a conduzir o barco e sim outras pessoas (assim que me viram no escritório, mesmo sabendo que era temporário, já estavam a planear novo projeto).

E enquanto não se decidem, ando aqui a tentar fazer as minhas tarefas normalmente. Mas está difícil conseguir concentrar-me.

Já perdi a conta aos projetos em que participei. Uns mais longos que outros. Uns com mais impacto que outros. Uns mais complexos que outros. Uns com mais responsabilidades que noutro.

Destes projetos todos, apenas um não foi até ao fim. E ficou um sabor amargo, depois de tanto se ter trabalhado.

Este é diferente. Saí da minha zona de conforto, mas estava a dar-me bem. Apesar de as condições de trabalho não serem as melhores, as pessoas serem sempre diferentes e termos de nos adaptar, estou a gostar.

E enquanto não se se decidir se vamos continuar ou não estou aqui a dar continuidade ao trabalho como se nada se soubesse.

O menino nas mãos das bruxinhas

O H. sempre foi o menino que participa nas brincadeiras das meninas.

Normalmente faz de bebé e elas de mãezinhas. As delícias das meninas que tinham sempre em quem mandar.

Ontem quando o fui buscar estava com restos de marcas de marcadores na cara. Foram duas meninas que no período do prolongamento se entretiveram a pintar a cara do rapaz.

terça-feira, 21 de maio de 2013

De Sábado para Domingo

Podia ter aproveitado a noite para curtir ou uma boa saída ou uma boa noite de sono.

Ao contrário, tive insónia, quando finalmente adormeci, tive um pesadelo daqueles em que acordei com o coração na boca.

Depois de sossegar e conseguir finalmente adormecer, acorda-me o mais velho aos gritos porque, também ele, teve um pesadelo.

Fui buscá-lo e quando estou a sair do quarto chama-me o mais novo para um abracinho.

Eram 6:40 e estavamos os quatro na mesma cama.

Às 7:00 tinha o mais velho a pedir-me, com beijinhos, o pequeno almoço.

Podia ter sido uma  boa noite de sono ou de borga. Mas definitivamente não o foi.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ando

em tempo de revisão.

A idade já não é o que era e atendendo a alguns antecedentes familiares, começo a preocupar-me mais.

Esta semana já fui ao dermatologista ver uns sinais que tenho na cabeça e que me incomodam com o sol. Saí de lá com a cabeça anestesiada e com menos um bocado de pele (e respetivos cabelos) que foi para autópsia. Em princípio está tudo bem, mas pelo sim pelo não nada como confirmar.

Hoje fiz a mamografia e a ecografia mamária. Segundo a Dr.ª que me fez o exame está tudo bem. Aguardemos pela confirmação com a minha a médica, assim como da citologia que fiz há uns dias.

Já tenho marcada mais uma consulta para ver as minhas varizes/derrames. Ando com alguma comichão num derrame e sinto-o sempre mais quente que o resto da perna.

Dizem que quem procura, encontra. Eu prefiro encontrar antes que seja tarde de mais.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Auto-estima

Filhote mais velho depois de tomar banho e pentear-se, olha para o espelho e diz:

- Estou "muita" giro!

E por falar em beijinhos

O mais velho anda a começar a dar sinais que não quer mais beijinhos da Mamã quando está com os coleguinhas...

Até a auxiliar já se queixou que ele está a mudar o feitio.

Ultimamente

de manhã tenho-me chateado com os miúdos.

Ou porque não desligam a TV, ou porque espalharam os legos todos e demoram uma eternidade a arrumá-los, ou porque se enrolam no sofá aos abracinhos, ou porque não sabem onde deixaram o boné, ou porque não querem vestir o casaco, ou porque tenho que lhes dizer 50762 vezes que têm de levar as mochilas, ou porque o mais pequeno se chateia e dá um murro ao mais velho e este, fiteiro como é, fica meia hora deitado no chão, ou porque dão um toquinho numa gaveta que não se consegue fechar logo (tem vida própria, a gaveta), ou porque pura e simplesmente me ignoram, ou porque não vão logo para a porta e decidem que hoje não conseguem abrir a porta, ou porque abrem a porta antes de eu dizer, ou porque decidem andar a passar rasteiras um ao outro, ou porque não conseguem por o cinto de segurança, ou porque ..., ou porque ..., ou porque ...

Hoje passei-me e disse uns palavrões pelo meio.

Mas nunca consigo deixá-los no colégio sem os beijinhos do costume.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

E depois dos bombeiros

Chegou a casa e pôs-se a brincar com um balão.

Todo contente no enche e esvazia.

De repente só se ouve o mais velho a chorar e a chamar por nós.

Sua excelência, Sr. H., decidiu encher o balão com ar e com... água!!! E foi dar ao irmão para ele o largar e levar com um belo banho!

A ideia até que estava engraçada, não fosse o facto de o irmão estar a terminar um desenho para a escola (coisa que ele faz sempre com grande sacrifício) e de o ter estragado todo!!!!

Lá foi o rapaz pegar no paninho e limpar tudo o que molhou! E de seguida sentou-se no banco da cozinha de castigo enquanto eu estava a fazer o jantar.

Claro que eu também tive que ouvir durante quase uma hora:

- Já posso sair?

- Posso ajudar-te? Se me deixares sair do castigo eu ajudo-te!

- A Mamã não me deixa sair daqui, se não eu ajudava o Papá a pôr a mesa.

- Já sei! Já sei! Eu fiz asneira! Não precisas de estar sempre a perguntar quem é que fez asneira!

- Não quero mais este Pai nem esta Mãe! (depois de lhe ter dito que quando terminasse de tomar banho ía vestir o pijama e voltar para o castigo)

Claro que depois de Sr. H. deitado, rimo-nos a bom rir!

Bombeiros

Depois de filho mais novo ter publicamente (e assim os Pais sabem qual o seu futuro) para todo-o-país que quando fosse grande queria ser bombeiro, este domingo assistiu em directo e ao vivo a uma intervenção dos bombeiros a apagar o fogo que estava a destruir a vida a uma palmeira (quem se lembra de atirar as pontas dos cigarros para as ruas devia de levar com elas em cima...).

Chegou a casa todo contente e contou o que viu: um bombeiro a apagar o fogo, sem chapéu e sem casaco.

O pai comentou que da equipa, foi o único que não se preocupou com o equipamento e foi logo salvar a palmeira!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Roer as unhas

Além do meu filho mais novo ter tido o hábito de roer as unhas, a minha colega de sala também tem esse hábito.

Enquanto que ao primeiro eu dava-lhe uns lembretes e bem dito verniz (apesar de sempre que lhe aplicava eu ficava também com os dedos a saberem mal), à segunda pouco posso fazer além de lhe chamar à atenção, mas ela já é grandinha para saber o que faz...